Independentemente do tipo de ferida e extensão de tecido danificado, o processo de cicatrização da ferida tem três fases dinâmicas: a fase de limpeza, a fase de granulação (formação de tecido) e a fase de epitelização (epidermização). Nas feridas crónicas – as que mostram pouco ou nenhum sinal de cicatrização, apesar de aplicada a terapia apropriada durante um período de tempo aceitável – este processo de cicatrização saudável é perturbado e a regeneração do tecido é atrasada.
Fase 1: Fase de Limpeza
Assim que a hemorragia inicial para, os corpúsculos de sangue branco podem migrar mais facilmente para a ferida, à medida que os vasos sanguíneos dilatam e as paredes vasculares se tornam mais permeáveis. A sua tarefa é a defesa contra a infeção e a limpeza da ferida.
Nesta fase, a prioridade é remover tecido necrótico e promover a limpeza da ferida, remover bactérias e toxinas que podem contribuir para uma cicatrização lenta.
Fase 2: Fase de Granulação
O tecido lesado profundo não se pode regenerar, por isso, durante este período, o tecido lesado da ferida é preenchido com novos tecidos. A fase de Granulação é a fase de regeneração do tecido, quando a ferida é preenchida por dentro.
A prioridade é proteger estes novos tecidos e prevenir a dessecação da ferida. Se a ferida ficar seca, as células morrem. Níveis permanentes de hidratação mantêm o processo de cicatrização.


